3 exercícios de interpretação fáceis

Estes são três exercícios bastante simples de interpretação de textos que podem ajudar os estudantes a melhorar neste aspecto tão criticado por professores e especialistas. Muitos dizem que os alunos não conseguem interpretar enunciados simples e que isso dificulta demais a resolução de exercícios no Enem. Por isso mesmo que a prática vai ajudar a fazer melhor aquilo que se espera pelas bancas dos maiores vestibulares do país.

TEXTO III

Os animais que eu treino não são obrigados a fazer o que vai contra a natureza deles.

(Gilberto Miranda, na Folha de São Paulo, 23/2/96)

10) O sentimento que melhor define a posição do autor perante os animais é:

a) fé

b) respeito

c) solidariedade

d) amor

e) tolerância

11) O autor do texto é:

a) um treinador atento

b) um adestrador frio

c) um treinador qualificado

d) um adestrador consciente

e) um adestrador filantropo

12) Segundo o texto, os animais:

a) são obrigados a todo tipo de treinamento.

b) fazem o que não lhes permite a natureza.

c) não fazem o que lhes permite a natureza.

d) não são objeto de qualquer preocupação para o autor.

e) são treinados dentro de determinados limites.

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Gabarito dos exercícios

Texto III

10) Letra b

O autor demonstra respeito pelos animais, no momento em que não os força a fazer coisas para as quais sua natureza não está preparada. Ou seja, ele respeita os limites de cada um. Não se trata necessariamente de amor ousolidariedade, como alguns podem pensar.

Pode-se respeitar sem que haja amor, no mais profundo sentido do termo. A solidariedade é uma atitude de apoio àquelas pessoas que se encontram em dificuldades de qualquer espécie. Fé e tolerância seriam escolhas absolutamente inadequadas.

11) Letra d

Se o autor fosse um adestrador frio, não hesitaria em forçar os animais. Treinador qualificado não serve como resposta, pois nada garante no texto que ele seja muito bom adestrador. Ele poderia respeitar os animais e não saber treiná-los devidamente. Adestrador filantropo é absurdo. Filantropia é caridade, ajuda incondicional aos necessitados do corpo ou do espírito. Talvez haja dúvidas entre as letras a (treinador atento) e d (adestrador consciente). Fica melhor a letra d, por duas razões: adestrador é termo adequado, por se tratar de treinamento de animais; conscientediz mais do que atento, pois o autor está consciente das limitações dos animais.

12) Letra e

As duas primeiras opções dizem a mesma coisa e indicam o oposto do que o texto nos apresenta. A letra c não tem sentido algum, pois, se a natureza permitisse, o adestrador poderia tentar normalmente.

A letra d dispensa comentários, em face do seu absurdo. A resposta só pode ser a letra e, pois fala do respeito que o autor tem pelos limites de seus animais.

O papel do professor – Redação do Enem

Na redação do Enem deste ano, uma questão bastante pertinente é “o papel do professor no século XXI. Falei disso por várias vezes em sala de aula e entendo que a questão é pertinente visto que estamos numa época e que o desrespeito para com o professor chegou a limites inimagináveis. Lecionar na rede pública é bastante difícil e na particular os alunos estão pouco interessados. O fato precisa ser discutido e o Enem pode sim abordar a questão na sua prova de redação. Fiquem atentos e argumentem com clareza sem deixar de levar em conta o fato que de a tecnologia pode ser uma alternativa para alcançar os alunos.

 

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Tirinha sobre Problema do corretor ortográfico

Esta é um tirinha coma  qual me identifico muito porque sou uma vítima desse corretor ortográfico do celular. Quero digitar uma coisa e ele troca por outra. Às vezes, na pressa, enviamos. Aí precisamos ficar corrigindo mandando outras mil mensagens. Bem, esta tirinha é uma ótima forma de abordar questões de ortografia e também de desafiar os alunos a entenderem o que é que estaria escrito ali caso tivesse saído corretamente. Bem trabalhado, podemos abordar questões como  as funções da linguagem, tema sempre presente na prova de redação do Enem e também as classes de palavras.

CORRETOR ORTOGRÁFICO DA VIDA REAL

Descomplica – estudar interpretação de textos

exercício-enem-interpretacao-descomplica (13)Um dos assuntos mais procurados logo após a prova do Enem é o Gabarito do Enem – Exame Nacional do Ensino Médio. O teste de conhecimentos mais importante do país em breve terá mais uma edição, os milhares de candidatos inscritos no Enem 2016 esperam através das notas obtidas conseguirem através dos Programas do Ministério da Educação – MEC, vagas, bolsas de estudos em instituições públicas e privadas de ensino superior e até mesmo os que já cursam cursos de graduação superior em instituições privadas que necessitam de empréstimo financeiro para custear seus estudos com o beneficio oferecido pelo Programa de Financiamento Estudantil – Fies. mas antes que o gabarito e até mesmo as provas cheguem, é muito importante praticar fazendo exercícios e assistindo as aulas do Descomplica, o maior portal de aulas online do Brasil. Para saber como assinar o Descomplica, clique no link aqui.

CULPA E RESPONSABILIDADE

A imprensa está fazendo um carnaval com a morte da pequena Isabella. Algumas vezes, me envergonho. Outras, me convenço de que não é só um dado da realidade, mas também um mal necessário. Um choque, uma necessidade de reflexão coletiva.

Por que a vergonha? Porque fica a sensação de que Isabella continua sendo asfixiada, maltratada, humilhada e finalmente jogada do sexto andar todos os dias, de manhã, de tarde, de noite, de madrugada? Uma vítima sem fim. E tão indefesa. É como se aquelas câmeras e microfones invadissem a sua alma, roubando um pouco da dor da nossa menina para distribuir e animar a torcida.

E por que, apesar disso, a impressão de que há algo de positivo nessa voracidade da mídia? Porque os relatos do calvário de Isabella, sempre acompanhados de fotos tão enternecedoras, servem como um alerta geral. Um alerta para que todos nós tenhamos mais paciência, mais compreensão e, sobretudo, mais cuidado com os nossos pequeninos e não aconteçam tantas Isabellas por aí. Quantas vezes a própria Isabella já tinha sido vilipendiada? E quantas milhares de crianças são maltratadas todo santo dia, sem que nem ao menos o pai, a mãe ou ambos fiquem sabendo? (Quando não são eles mesmos os algozes...)

Criança, toda criança, uma vez ou outra pode ser irritante, mesmo aquela que você mais ama no mundo. Fica cansada, com fome, doentinha, com calor, com frio... É preciso paciência.

Aquela mãe/madrasta/professora/babá que vive mal-humorada, raiando à agressividade doentia, põe-se de alerta ao se confrontar com a história de Isabella. Aquele pai/padrasto/professor que deixa para lá quando a companheira maltrata seu filho, porque não quer se aborrecer, não quer ter problema, fica mais esperto. Aqueles pais que liberam seus filhos para dormir em casa alheia - mesmo que de ex-cônjuges -, sem investigar direito onde estão metendo as crianças, começam a se preocupar.

E é preciso saber com quem estamos deixando as crianças. Na nossa (atenção ao plural e, portanto, à meia culpa...) correria, em múltiplas funções de pais, profissionais, estudantes, viajantes, malhadores, leitores, dedicamos muito pouco tempo às nossas crianças. Mas o pior não é a falta de tempo, é de cuidado. Se nos faltam tempo e cuidado, os nossos seres mais queridos e mais desprotegidos podem estar sendo, literalmente, entregues às feras.

Há que se resistir, porém, a uma vaga onda que perpassa as conversas na academia, no barzinho, no elevador, contra padrastos e madrastas, como se todo o mal estivesse aí. Já há até registros informais de psicólogas e professoras, por exemplo, de aumento de procura e de temores em relação a eles.

Cuidado para que nossas mágoas íntimas não nos induzam a generalizações, porque há madrastas e madrastas, como há pais e pais; padrastos e padrastos, assim como mães e mães. Até porque, no caso de Isabella, seu pai era o principal responsável por ela naquele momento. Tinha todas as obrigações do mundo, como se já não bastassem as do amor, de protegê-la. Se há culpa no casal, o principal culpado é ele.

Seria irreal pedir menos ímpeto da imprensa e o fim da monumental curiosidade mórbida da sociedade - que, aliás, andam sempre juntos. Então, o mínimo que se pode esperar é que vasculhar toda a história e seus resultados seja para o bem, não para o mal.

O "caso Isabella" é um drama familiar. Mas bate fundo nos medos e nos dragões que devoram o equilíbrio individual e instigam reações coletivas.

Eliane Cantanhêde é colunista da Folha desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. Foi colunista do Jornal do Brasil e do Estado de S. Paulo, além de diretora de redação das sucursais de O Globo, Gazeta Mercantil e da própria Folha em Brasília.

Folha de São Paulo – 12/05/2008

QUESTÃO 01 (Descritor: depreender de uma afirmação explícita outra afirmação implícita.)

Assunto: Procedimento de leitura / a dimensão semântico-formal dos textos.

De acordo com o texto, a mídia

a) é a única responsável por divulgar a realidade, ainda que ela seja desastrosa.

b) demonstra desrespeito à individualidade de dramas familiares, tornando-os banais.

c) escolhe o que vai noticiar, dando foco apenas ao que interessa à população.

d) traz à tona realidades capazes de gerar reflexões nos telespectadores.

QUESTÃO 02 (Descritor: reconhecer uso de linguagem figurada na construção de um texto.)

Assunto: Procedimento de leitura / linguagem figurada / a dimensão semântico-formal dos textos.

Há, no texto, vários trechos que exploram a linguagem figurada como recurso. Assinale a alternativa que NÃO exemplifica o uso desse tipo de linguagem.

a) “A imprensa está fazendo um carnaval com a morte da pequena Isabella. Algumas vezes, me envergonho.

b) “Outras, me convenço de que não é só um dado da realidade, mas também um mal necessário. Um choque, uma necessidade de reflexão coletiva.”

c) “E por que, apesar disso, a impressão de que há algo de positivo nessa voracidade da mídia? Porque os relatos do calvário de Isabella, sempre acompanhados de fotos tão enternecedoras, servem como um alerta geral.”

d) “Um alerta para que todos nós tenhamos mais paciência, mais compreensão e, sobretudo, mais cuidado com as nossas crianças (...).”

QUESTÃO 03 (Descritor: reconhecer e analisar recursos expressivos empregados na construção de um texto.)

Assunto: Procedimento de leitura / a dimensão semântico-formal dos textos.

Em todas as alternativas apresentou-se um recurso empregado pela autora na construção do texto, EXCETO em

a) Diálogo com o leitor visando aproximar o texto à produção do receptor.

b) Incorporação da autora no texto por meio da primeira pessoa do plural.

c) Uso de tom formal na produção do texto em conformidade com a seriedade do tema.

d) Tom de alerta para com o leitor do texto a fim de orientar determinadas posturas.


QUESTÃO 04 (Descritor: depreender intencionalidade de um texto a partir do gênero e/ou função social.)

Assunto: Procedimento de leitura / a dimensão semântico-formal dos textos.

O autor explora o tema de uma forma predominantemente

a) irônica.

b) crítica.

c) pessimista.

d) imparcial.

Gabarito dos exercícios

QUESTÃO 01

D

QUESTÃO 02

D

QUESTÃO 03

C

QUESTÃO 04

B

Mergulhar fundo no amor romântico

Numa época de tanta interação social por meio da internet, não é difícil encontrar quem tenha se dedicado a outro e, no fim se decepcionou. As relações virtuais são, na maioria das vezes, apenas isso, virtuais. Nos apaixonamos pela imagem de alguém, pelo que ela nos diz, pelas sensações provocadas, mas se não houver olho no olho, podemos estar como a imagem bem representa: fadados a nos machucar. A charge abaixo casa perfeitamente com o período literário que tem sido tema em outros sites da minha rede educativa. Falar de ilusão, de sofrimento é perfeito para o Romantismo, por isso mesmo incentivo você a ler o artigo sobre isso lá no Mais Educativo, meu site voltado para o Enem.


A figura de alguém que mergulha de cabeça em algo é fartamente usada nas representações do amor. A sociedade incentiva isso, induz o jovem a aproveitar os momentos porque eles não voltam mais. Posso afirmar seguramente que eles não voltam, mas isso não significa, nem de longe, que não existirão outros momentos bons ou até mesmo sensacionais. Quando o jovem aproveita o momento sem se dar conta do futuro, quebra a cara como o personagem da imagem.

Charge reflexiva sobre moradores de rua

É bastante comum nas imagens que circulam pela internet, termos textos não verbais que falam mais alto que qualquer texto verbal. Já vi dinâmicas que apelavam, ou melhor, usavam o mesmo recurso argumentativo deste que você pode ver na imagem. Nas dinâmicas falava-se que o maior impedimento para o sucesso estava dentro daquela caixa. Quando a pessoa olhada, sentia o baque e entendia que se as coisas não aconteciam é porque nós mesmos colocamos os limites. No caso,a pessoa que se olhava no espelho. Na imagem abaixo vemos uma situação bastante comum nas ruas hoje em dia. A presença de pedintes à porta de lugares movimentados é constante e, semelhante a pessoas invisíveis, continuam ali dia após dia. Bem, não farei a descrição da imagem. As aplicações são muitas  e podem muito bem servir para as aulas de interpretação de textos no Ensino Médio.